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Personalidades,
Vasos de Bonsai em 01 30th, 2010 |
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Shugo Izumi
O atelier de Shugo izumi é uma exposição permanente de cerâmica. Imigrante japonês e residente no Brasil dede 1975, é tido com um dos melhores mestres ceramistas em atividade no país. Seu atelier, na zon rural de Atibaia – SP, é muito visitado por turistas, sejam apenas curiosos ou adeptos do hobby da cerâmica.
A dedicação do ceramista acabou se tornando um de seus maiores diferenciais: cada vãos que sai do forno é único, torneado e pintado a mão, um a um. Ele conta que a paixão pela cerâmica veio da necessidade. A profissão de engenheiro agrônomo teve de ser deixada de lado, devido a problemas de saúde resultantes do contato com produtos químicos.
No final de 1975, Izumi teve aulas com o mestre Toshiyuki Ukeseki, na cidade de Cunha – SP. “Em três meses, eu já havia aprendido as técnicas e montei meu primeiro forno”, diz. Seu ateliê é uma exposição permanente. Além de vasos para bonsai, Izumi possui em seu acervo diversos utilitários, como jogos de jantar e luminárias, a maioria com inspiração oriental.
Graças a sua dedicação em pesquisas e estudos, Shugo Izumi possui atualmente uma biblioteca particular com mais de 3000 livros referentes ao estudo da cerâmica. Didicação essa que ja lhe rendeu varios premios. Entre 2007 e 2008, Shugo Izumi foi condecorado pelo Governo Japonës como um dos melhores ceramistas do mundo, fato infelizmente pouco sabido pelos brasileiros.
Visando aprimorar ainda mais sua arte, em 2009, o mestre ceramista foi para Japão, em Tokoname, para trocar experiëncias com os ceramistas da região de maior prestigio quanto a qualidade da argila de todo o mundo.
Ao retornar de sua viajem, Shugo Izumi começou a aplicar as tecnicas adquiridas na fabricação de vasos retangulares, formato não trabalhado ate então. Ao ser elogiado pela sua perfeição e alto padrão de qualidade, ele, com muita humildade, nos conta que a fabricação de vasos retangulades devera ter uma melhor qualidade a partir de 2013, tempo que ele junga necessario para pegar pratica com o novo formato de trabalho.
A delicadeza das peças revela a sensibilidade do artista: pintura de pássaros, motivos orientais, delicadas flores ou inscrições de poemas budistas são facilmente encontrados nas peças. Para as pinturas (que o destacou a partir dos anos 80 pelo uso de extratos naturias), ele conta com o auxílio de sua esposa, Hamako.
Um homem sem muitos segredos. Quem chega ao ateliê do artista é muito bem recebido pela família, formada pelo casal e cinco filhos. Bem humorado, ele abre as portas a todos que desejarem conhecê-lo, mediante um simples pedido: agendar com antecedência.
Uma vez lá, Izumi não se incomoda de explicar todo o processo de fabricação dos vasos, desde a obtenção da argila até o acabamento especial. Depois, senta-se no torno e mostra como suas mãos mágicas são capazes de transformar um bocado de barro em um a pela peça, em questão de minutos. Aos mais “corajosos”, Izumi oferece seu lugar na máquina. “Parece fácil vendo, mas quase sempre as pessoas não conseguem muitos resultados”, diverte-se.
Para finalizar, as peças são queimadas no forno a lenha, conhecido como Noborigama. A cada queima, a boca é fechada com tijolos para que o calor não se disperse. Na primeira etapa, realizada para secar a cerâmica, a temperatura interna chega a 900°C. Depois disso, as peças são pintadas e sofrem uma segunda queima a cerca de 1300°C. O processo todo pode durar 40 horas ininterruptas e é realizado.
Visite o site de Shugo Izumi e obtenha mais informações sobre o artista: http://www.ceramicasizumi.com.br
Matéria adaptada da Revista Como Cultivar Bonsai, da Editora Casa Dois, edição 05, e da materia de Helenir Candido do Clube do Bonsai de Ribeirao Pret
O atelier de Shugo izumi é uma exposição permanente de cerâmica. Imigrante japonês e residente no Brasil dede 1975, é tido com um dos melhores mestres ceramistas em atividade no país. Seu atelier, na zona rural de Atibaia – SP, é muito visitado por turistas, sejam bonsaistas, curiosos ou adeptos do hobby da cerâmica.
A dedicação do ceramista acabou se tornando um de seus maiores diferenciais: cada vaso que sai do forno é único, torneado e pintado a mão, um a um. Ele conta que a paixão pela cerâmica veio da necessidade. A profissão de engenheiro agrônomo teve de ser deixada de lado, devido a problemas de saúde resultantes do contato com produtos químicos. 
No final de 1975, Izumi teve (mais…)