O substrato para Bonsai


Texto de Olavo Pastore

O substrato “ideal” para bonsai era algo que me intrigava muito no início do meu aprendizado. Não achava muito lógico o porquê de ser necessário algo diferenciado, pois via várias plantas, de diferentes espécies e tamanhos, em vasos de diferentes proporções de altura e largura.

Hoje, passada esta fase, acredito que muitos colegas iniciantes, ou mesmo veteranos, possam ter ainda estas mesmas dúvidas. Por este motivo achei que seria conveniente tentar ajudar aqueles que ainda estejam trilhando este caminho, que é realmente básico no cultivo saudável de qualquer bonsai.

Já repararam que na China e no Japão existem bonsai que sobrevivem há séculos? Que muitas das plantas que vemos em vasos comuns, dos mais variados tamanhos, cedo ou tarde, vão parar no chão ou acabam morrendo em alguns anos?

Já repararam que os vasos e substratos para orquídeas são diferenciados do restante? Que a tendência é regar menos para que o substrato não fique encharcado, evitando grandes perdas nas estufas por conta da “podridão negra”, uma doença fúngica causada pelo excesso de umidade?

Se você entender melhor as necessidades de uma planta e tiver uma noção básica, bem básica mesmo de botânica, irá ver que não é nada assustador. Como as orquídeas, nossos bonsai também têm necessidades diferentes.

Próximo ao século XX, quando os bonsai foram levados para a Europa e Estados Unidos, começou-se a criar um “mito” de que havia algum “segredo oriental” no cultivo destas plantas, pois elas morriam em pouco espaço de tempo e que este “segredo” superava os conhecimentos básicos da botânica. Na verdade, o grande “segredo” era justamente o conhecimento na formulação do substrato utilizado nesses bonsai.

É útil sabermos que as raízes mais claras, finas e ramificadas (meristema ou raízes capilares) têm a função de absorver água e nutrientes através das suas extremidades: é a “boca” da planta. As raízes mais velhas, fortes e grossas são responsáveis pela fixação e sustentação da planta ao solo.

Precisamos entender que para sobreviver e manter-se fixada, a planta necessita de espaço para suas raízes e estas, por sua vez, necessitam de ar, de água para hidratar-se e absorverem os nutrientes através de reações químicas; de uma base de sustentação e fixação de determinadas bactérias que vivem em associação com a planta, ajudando na absorção e/ou elaboração dos nutrientes, além de um solo com pH ideal para cada espécie. (Quanto às bactérias associadas, não se preocupem, a planta saudável se vira muito bem sozinha: elas chegam naturalmente à raiz através do ar, água, etc).

Em contrapartida, temos as bandejas ou vasos de bonsai que normalmente são bem pequenos, cabem pouco substrato e por isso também mantêm a umidade por um curto período de tempo.

O substrato não deve compactar-se como terra comum, pois isso reduz a aeração e faz aumentar a umidade, asfixiando, apodrecendo e matando as raízes e, conseqüentemente, a planta.

Baseado nisto, chegamos à conclusão que este solo “ideal” deve ter:

* Aeração (espaços vazios onde possa circular o ar);
* Retenção de umidade e nutrientes suficientes para suprir a planta sem compactar-se nem encharcar;
* Sustentação, propiciando a fixação das raízes e a planta como um todo;
* pH de acordo com a espécie cultivada. Um método prático para se determinar o pH do solo é a observação através do tamanho das folhas: folhas maiores, pH mais ácido; folhas menores, pH mais alcalino. Em geral, excetuando as azaléias, se o solo tiver aeração, retenção de umidade e drenagem adequadas, isso não será um grande problema problema.

Se pensarmos bem, o “segredo” está na composição e na granulometria ou tamanho das partículas deste substrato. É simples!!!!

Tem mais algumas coisas que vamos obter se prestarmos mais atenção com a composição e granulometria deste tal substrato “ideal”…

* Mais oxigênio nas raízes;
* Melhor drenagem;
* Mais facilidade no transplante, sem os danos às raízes capilares;
* Mais fácil de expor e limpar as raízes durante a poda;
* Maior área de superfície em que as raízes possam crescer;
* Aumento do número de raízes e suas ramificações;
* Menor elevação de temperatura do substrato em nível danoso à planta;
* pH do solo correto para a espécie;
* Condições ideais para a troca de íons;
* Meio apropriado para o desenvolvimento de bactérias benéficas associadas;
* Cor e aparência agradáveis;
* Facilidade em aplicar e controlar nutrientes;
* Menos estresse pela diminuição dos riscos em quebrar raízes mais grossas;
* Menor probabilidade de galhos mortos;
* Melhoria na saúde da planta;
* Aumento da longevidade do bonsai.

Vamos entender essa granulometria ou tamanho das partículas nesse substrato:

As raízes crescem entre as partículas do solo e, se olharmos bem de perto, veremos que a parte merismática ou capilar vai de encontro à essas partículas, hora mudando de direção no seu crescimento, hora ramificando-se e aumentando de diâmetro, o que é muito bom.

Nesse crescimento, as raízes estarão em busca da água disponível que se encontra junto ao ar. Isso mesmo!

Todos já viram na escola sobre as propriedades da tensão superficial dos líquidos, que criam um efeito capilar e que elevam um líquido, aderindo a pequenos corpos. Isso fará a água aderir às partículas do nosso substrato granulado, mantendo tanto oxigênio como também a água.

Hoje, sabemos que a granolometria ideal para esse substrato varia entre 2 a 5 milímetros de diâmetro.

Para conseguirmos estes tamanhos precisamos de duas peneiras. Uma com 1 ou 2 milímetros de malha e a outra entre 4 ou 5 milímetros de malha. Vamos moendo o nosso substrato escolhido e peneirando na peneira de malha maior, o que não passar por esta, deve ser moído novamente até passar completamente. Depois peneiramos na peneira mais fina. Nesse caso, o que passar tem que ser descartado, pois é pó ou pequeno demais. O que ficar nesta última peneira será utilizado!

Temos também grãos de dois tipos: o liso, do tipo cascalho de rio lavado (meio vítreo) e os ásperos, do tipo calcário dolomítico (ou Dolomita) moído. O grão mais áspero tem uma área de superfície muito maior que o grão mais liso e isso proporciona uma capacidade de retenção de líquidos muito maior que no grão liso. Portanto, os grãos ásperos são muito mais apropriados na utilização em bonsai.

Agora uma informação polêmica. Costumamos colocar só cascalho mais grosso no fundo dos vasos com a finalidade de melhorar a drenagem do substrato e isso é utilizado pela maioria dos mestres, foi o que me ensinaram e é o que faço ainda, mas pesquisas recentes mostraram que esta prática pode estar fazendo mal aos nossos bonsai.

A capilaridade da água no substrato, que nos ajuda, tende a mover-se de uma partícula maior para uma partícula menor e isso tende a carregar a umidade do vaso para a camada mais superior do substrato e criando uma “falta” de água nas raízes mais baixas do vaso, formando um acúmulo de sais. Muitos mestres de bonsai estão começando concordar que o ideal é conter uma mistura homogênea em todo o vaso sem a camada de cascalho mais grossa no fundo! Vamos pesquisar?

Mais algumas coisas a serem levadas em consideração na formulação do substrato:

Profundidade do vaso – influencia drasticamente na evaporação da água, vasos muito pequenos como os de mame ou muito rasos tendem a reter a umidade por bem menos tempo.

Insolação – ou período em que o vaso permanece exposto ao sol. Um vaso que fica o dia todo exposto ao sol, obviamente perderá mais umidade que outro exposto apenas durante a manhã.

Clima – as estações do ano, clima ou micro clima local, ventos, média pluviométrica, etc.

Espécie cultivada – algumas espécies preferem solos bem encharcados como as Éricas Chinesas (Leptospermum), plantas originárias da Nova Zelândia e Austrália. Outros, como os pinheiros e tuias, se desenvolvem melhor em um substrato bem drenado, isto é, que não encharque.

Vaso – De certa forma, a superfície e material do vaso também influenciam na umidade. Um vaso mais poroso tende a reter mais água.

Características e possibilidades de materiais

No Japão utiliza-se uma composição de “Akadama”, que é uma argila vulcânica e compõe a maior parte do substrato, “Kiryu” extraído próximo à uma cidade de mesmo nome, tem sua composição argilo-arenoso e “Kanuma”, também extraído próximo à cidade de mesmo nome, amarelado, ácido, de origem vulcânica, sem matéria orgânica e muito usado puro nas azaléias. Entretanto, este material todo é muito difícil de ser encontrado no Brasil.

Dolomita – ou qualquer material mineral calcário, proporciona boa aeração, drenagem pH alcalino, livre de matéria orgânica e nutrientes.dolomita_bonsaimt

Cascalho lavado de rio –
Pedrisco ou areão de rio, normalmente formado por quartzo, proporciona boa aeração, drenagem, pH neutro, livre de matérias orgânicas e nutrientes. Menos indicado para algumas regiões que o cascalho de dolomita, por possuir uma superfície mais lisa, com menor área e, portanto, retendo menos umidade.cascalho_bonsaimt

Terra de cupinzeiro moída – Tem sua composição argilosa, boa aeração, retém boa umidade e nutrientes, compactação moderada (compacta-se em até um ano), tende ao pH neutro, pouco ou nenhum nutriente. È conveniente assar este material depois de peneirado para evitar contaminações e eliminar sementes de plantas indesejáveis. Cupinzeiros de cor mais escura são menos arenosos e tendem a compactar-se ainda menos.cupinzeiro_bonsaimt

Vermiculita – Material de origem mineral com grande capacidade de absorção e retenção de umidade e de nutrientes, pH neutro, isento de nutrientes. Usado somente em vasos muito pequenos (mame) ou em regiões muito quentes, em proporções não maiores que 10% do total da mistura. Pode ser encontrada em casas de agro-pecuárias.vermiculita_bonsaimt

Substrato comercial - Do tipo Plantmax, Biomix, etc. Normalmente vem com matéria orgânica “curtida”, incorporada (restos de folhas, madeira, serragem, pó de xaxim) e terra preta. Não utilizar ou evitar os substratos que tenham a adição de adubos (ou adubado). Alguns fabricantes colocam também vermiculita na composição, é bom observar isso e tomar o devido cuidado. Pode ser bem aproveitado para composição se o substrato for para Azaléias, acidificando a mistura. Por aqui uso 1/3 ou ¼ para as mesmas.plantmax_bonsaimt

Carvão vegetal - Tem certa propriedade fito-sanitária e pode ser usado em até 5% da mistura moída na mesma granulometria dos outros componentes. é bom observar que, entre outros, ele possui aproximadamente 15% de Potássio e que, este nutriente é importante na manutenção estrutural da planta.

Material orgânico – Em geral, restos de vegetais em decomposição e esterco. Rico em nutrientes, pH ácido, grande capacidade de retenção de umidade, compacta-se facilmente. Restos de agulhas e cascas de pinheiro poder proporcionar um fornecimento inicial de micorrizas.

Argila expandida moída –
Boas propriedades em retenção de umidade e absorção de nutrientes, boa aeração, pouca ou nenhuma compactação, inerte, pH neutro, isento de nutrientes. Tem uma aparência desagradável por ser cinza escuro, quando quebrada. Outra opção é a Cinasita 500 que é a argila expandida em sua menor granulometria.

Tijolo ou telha moído – Boas propriedades em retenção de umidade e aeração, pouca ou nenhuma compactação, inerte, pH neutro, isento de nutrientes.caco-ceramico_bonsaimt

Laterita – Ou laterita mineira. Granulado rico em minério de ferro. Não seria normalmente parte do substrato, mas podem ser usados alguns grãos em Azaléias e plantas com deficiência em ferro. Comumente usado como material em aquário plantado e fácil de ser achado em lojas deste ramo.laterita_bonsaimt

Composição final do substrato “ideal”

Eu não diria que exista um substrato ideal, mas sim uma mistura básica para cada região do país (clima) e espécies.

Em geral, não se acrescenta material ou adubo orgânico, nem adubos químico ao substrato. Toda a necessidade de nutrientes que a planta exigir será colocado periodicamente através de adubos específicos, sejam eles químicos ou orgânicos, que serão retidos no vaso pelos materiais com boa absorção de água.

Uma mistura de uso geral que eu uso aqui na região Sudeste (São Paulo) seria de 50% de pedrisco de dolomita e 50% de terra de cupinzeiro moída ou tijolo moído mais 5% de carvão vegetal.compostosubstrato_bonsaimt

Se for azaléia, retiro 10% de cada material e acrescento 20% de material orgânico, ou então acrescento 20% ao total da mistura, ou mais, para acidificá-la.

Se o caso for mame e você não tem como ficar sempre de olho na umidade, aquela pequena porcentagem de vermiculita pode ajudar e ser acrescentada.

Tendo em mãos estas informações acredito que seja mais fácil para cada um formular o “Seu substrato ideal”! Levando em consideração agora o gosto pessoal, clima local e disponibilidade do material citado!

As alternativas não faltam. Recomendaria também alguns substratos prontos comercializados pelos Mizuno, Bonsai Brasil e Nipon Bonsai.

Todo o texto acima foi lido ou estudado em livros, revistas, internet, conversas com os amigos ou meus Senseis, portanto fica difícil citar uma fonte específica.

Também não sou nenhum “expert”, só um aficionado na Arte do Bonsai e se você é um aficionado como eu, irá perceber que vale (e muito!) à pena estudar a respeito. Fontes para isso é o que não faltam e seus bonsai é quem agradecem!

Bom cultivo para os seus bonsai e boa sorte!

Matéria extraída do site Atelier do Bonsai: http://www.atelierdobonsai.com.br


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Existem 29 comentários para este post

  1. Paulo Marcio disse:

    Muito legal essa matéria.
    É bom saber que em Cuiabá os bonsaístas estão se unindo para trocar idéias sobre plantas.

    E por falar em Cuiabá, terra quente pra caramba, como os bonsai se comportam por ai? Essa questão de substrato deve ser bem estudada por vocês né…

    O blog de vocês está show de bola!!!
    Parabéns…

  2. ABMT disse:

    Obrigado pelos elogios Paulo!
    E bem isso mesmo, a união faz a força.

    Quanto ao substrato, a gente se adequa…
    Nada que um pouquinho de experiência não dê jeito.
    Para combater o sol forte de Cuiabá, as plantas ficam protegidas debaixo de telas próprias para viveiro com retenção de 70% da luz solar, isso já ajuda bastante.
    E no substrato, é só colocar na composição um pouquinho a mais de matéria orgânica capaz de reter umidade.

    Basicamente é isso, um abraço!

  3. Elcio Cesario de Oliveira disse:

    Que tipo de substrato devo usar para bonsais que produsem frutas como acerola, Pitanga jabuticaba, Romã?

  4. ABMT disse:

    Olá Elcio!

    Substrato é algo que depende:
    - de quem cuida do Bonsai
    - do local que você reside
    - do intervalo entre as regas…

    Aqui em Cuiabá, como padrão, costumamos utilizar uma mistura de caco cerâmico (70%) com composto agrícola (30%) e as acerolas, por exemplo, estão todas explodindo em floração.

    Fora o substrato, não se esqueça também de estudar a espécie e ver como fazer as adubações que mais a agradam assim como as corretas épocas do ano para cada tipo de trabalho.

    Um abraço!

  5. Rivanildo disse:

    Que tipo de substrato devo usar para bonsais que produsem frutas como acerola, Pitanga jabuticaba, Romã?

  6. ABMT disse:

    Então Rivanildo, depende da umidade de sua cidade.
    Aqui em Cuiabá/MT utilizamos uma mistura de 70% de caco cerâmico e 30% de matéria orgânica (plantmax ht). Em Minas, se não me engano, o Pessoal usa 80/20%…

  7. Flávio Carrasco disse:

    Olah, desculpe a minha ignorância mas estes materiais são encontrados desta forma para comprar? ou por exemplo, vcs produzem o próprio caco cerâmico? e onde encontrar? aqui em cuiabá por exemplo.

  8. ABMT disse:

    Então Flávio…

    Nós fazemos vários materiais para substrato. Fazemos Torta de mamona, farinha de osso, composto orgânico para pinheiros, para frutíferas, tabletes especiais de adubação, e também o caco cerãmico, que nada mais é do que pedaços telhas trituraras e selecionadas por diãmetro.

    Caso se interesse pelos materiais, escreva um e-mail para nós. Nossos dados estão ná página de contato da ABMT.

    Um abraço!

  9. Olá mais uma vez
    Tipo, aqui em minha cidade é EXTREMAMENTE difícil encontrar qualquer um dos mateirais a cima…
    Eu tenho quebrado manualmente tijolos e telhas para conseguir algo parecido com uma granulometria de 5mm e me dá um trabalho imenso conseguir às vezes meio balde…
    Além disso, tenho usado terra vegetal (às vezes com húmus) misturadas a areia e pedrisco de rios, um pouco de barro e muita oração e amor para que minhas plantas se adaptem a isso…rs
    Com que tipo de ferramenta vocês produzem esses cacos cerâmicos?!
    Acho que se eu comprar uma ferramenta dessas, mais simples, rudimentar vai ser mais barato do que comprar substrato à distância e pagar o dobro do frete…
    Dêem-me uma luz!!!

  10. ABMT disse:

    Então, Leonardo…
    Tudo depende de quantos bonsai você tem, para nós é inviável comprar, mas se você tem uma ou duas plantas as vezes pode se tornar barato pagar R$ 5,00 ou R$ 10,00 em um substrato + o valor do frete, mesmo você podendo o fazer em casa. É uma escolha relativa.

    Aqui nós temos uma máquina especial para triturar a cerâmica, pois nosso volume de bonsai é alto.

    Te aconselho deixar suas telhas de molho na água de um dia para o outro. Assim, quando você utilizar uma “marreta” ou algum tipo de aparelho “compactador de solo” para triturar a cerâmica, ela quebrará mais fácil e ocorrerá menos pó.

    Atualmente costumamos misturar poucos materiais para formar um substrato. O que mais utilizamos é o caquinho cerâmico mesmo.

    Dependendo das necessidades da planta, hoje basicamente utilizamos 70% caco + 30% composto orgânico, ou então 50% pedrisco + 40% caco + 10% composto orgânico.

    Precisando de mais “luz”, é só perguntar…

    Um abraço!

  11. Hum, compreendi!
    Vou tentar isso sobre a imersão em água por 24 horas…
    Hoje eu devos estar com umas 50 plantas…
    Pitecos de 2 anos(semeadura feita por mim)
    Júniperus e Jacarés de 8, 14, 20 e 28 anos;
    Áceres de 10 e 12;
    Bougainvilleas de 10 e ~40,
    Ulmus de 16,
    Caliandras,
    Bambu chinês
    Jabuticabas,
    Acerola
    Gabiroba
    Pitanga
    Ficus(Retusa, benjamina…
    Serissa
    Buxinhos de 10 e 20 anos
    Cerejeiras
    Alguns em observação como carvalho, sibipiruna, araçá e goiaba…
    E um ipê lindo de raíz sobre rocha feito por mim também de 8 anos…
    Viu como fica caro comprar pela net + frete!
    Complicado!rs
    Mas vou tentar a sua dica!
    Obrigado mais uma vez!!
    Forte abraço e parabéns pela dedicação com o site!

  12. Mireya disse:

    Oie, Gostaria de Saber se estas especies de Bonsai Sobrevivem ao calor de Ciaba
    Acer Tridente, Acer Palmatum, Calliandra, Pistache Chines, Wisteria Sinesis

  13. ABMT disse:

    Olá Mireya!
    Das espécies citadas, posso te dizer que a caliandra vai muito bem por aqui.

    O acer tridente e a wisteria provavelmente se desenvolverão também, mas não temos essas espécies em nossa coleção para te dizer o dia-a-dia dessa espécie em nosso clima. O Pistache, poderia ser até tentado, mas temos que estudar a espécie antes de lhe dizer algo.

    Agora o palmatum, esse realmente não vai bem por aqui.

    Um grande abraço!

  14. igor disse:

    bom dia! acabei errando no substrato acho que coloquei muita matéria orgânica, ficou uns 10 dias com esse substrato e os meus bonsais acabou perdendo todas as folhas e alguns galhos estão secando já troquei o substrato mais não deu nenhum sinal de vida o que devo fazer para salvar meus bonsais?

  15. ABMT disse:

    Dificil responder, Igor…
    Talvez o problema não tenha nem sido o substrato, talvez foi a sua poda de raizes, ou então o acondicionamento do Bonsai recém transplantado e exposto ao sol, por exemplo.

    Dependendo da espécie, você pode colocar bastante material orgânico e manter o solo mais fofo e úmido, dependendo da espécie se fizer isso poderá apodrecer suas raizes…

    Como vê, o negócio não é tão simples assim. Precisamos de mais informações sobre suas plantas para te ajudar.

    Um abraço.

  16. igor disse:

    os bonsais que eu tenho são, jabuticabeira, pitangueira, romã, laranjeira e café.Hoje eu raspei um pedaço do tronco das arvores e ainda estão verdes mais sem nenhum sinal de nascer algum broto novo já faz uns trinta dias que eu podei a raiz desde de lá foram caindo todas as folhas e secando os ganhos mais novos, ficaram vinte dias na sombra e agora estão pegando sol na parte da manhã.

  17. ABMT disse:

    Ao podar raízes e não fazer uma semi desfolha, é meio comum a planta perder algumas folhas para balancear o número de folhas com o de raízes. E dependendo da quantidade de raízes que você rancou, pode ocorrer de perder galhos também. A planta sacrifica algumas partes para manter viva outas.

    Tente deixar a planta num local onde ela pegue sol o suficiente para aquecer o substrato. Uma temperatura entre 23 a 28º no substrato do vaso é o ideal para o desenvolvimento de suas plantas.

    Outra coisa, como a planta está sem folhas, tente regar um pouco menos seus vasos para evitar apodrecimento nas raízes e só faça adubação daqui mais uns 15 dias. Caso tenha Super Thrive, utilize-o diluido na água das regas.

    Agora é ter paciência e dar tempo às plantas.

    Um abraço!

  18. Rafael disse:

    Olá, gostaria de saber se aqui em Cuiabá tem alguma loja especializada em bonsais, cursos… estou muito interessado em conhecer mais sobre a técnica, e quero manter o bonsai que ganhei saudável por anos. Sei quase nada a respeito. Obrigado

  19. ABMT disse:

    Olá Rafael!
    Loja especializada em bonsai aqui em Cuiabá ainda não tem, mas aqui em nossa associação você encontrará algumas coisas para te ajudar.
    Também oferecemos cursos, assim que tivermos novas turmas, entraremos em contato contigo.

    Grande abraço!

  20. Leandro disse:

    Olá meu nome é leandro comprei um pré bonsai aqui em minha cidade (rio das Ostras RJ) bem cidade do litoral e o clima e bem quente o bonsai e uma tuia jacaré e quero algumas ideias de substrato e de como cuidar dela sou novo nessa área e gosto muito mais perdi uma tuia azul e não quero perder essa me ajudem por favor.
    podem responder por email ou aqui mesmo por esse site qualquer ajuda e bem vinda.
    desde ja agradeço.

  21. ABMT disse:

    De um modo generalista, tuias são plantas acostumadas as árduas situações enfrentadas sobre montanhas e por aí vai…

    Aqui em Cuiabá, trabalhamos tuias em 40% caco cerâmico 40% pedrisco de areia e 20% casca de pinus, utilizando Osmocote na adubação. Como sua cidade é bem mais úmida do que aqui, acho que poderia substituir a cerâmica por mais pedrisco.

    Entretanto, seria interessante você conversar com o pessoal do Rio. Você tem excelentes bonsaístas perto de você.

    Um abraço!

  22. Edilson disse:

    Olá meu nome é Edilson. Estou começando(engatinhando) nessa maravilhosa arte. Então gostaria de saber o seguinte: tenho sementes de pinheiro negro, gostaria de saber como plantá-las. Se semeio ou planto direto em saquinhos plásticos. Qual substrato usar. Se tem algum cuidado especial para plantar. Moro em Lavras, sul de Minas Gerais. Desde já agradeço.

  23. ABMT disse:

    Você pode germinar suas sementes em pedrisco fino ou areia, Edilson.
    Mas já lhe digo que para pensar em trabalhar com sua muda como bonsai, isso demorará cerca de uns 7 anos.

    Se quiser praticar bonsai, pegue outras espécies de desenvolvimento mais rápido enquanto espera por suas sementes. Como Ficus, Ulmus, Serissa…

    Um abraço!

  24. Edilson disse:

    Não consegui o ficus e nem a serissa ainda, mas vou continuar a procurar na minha região. O que eu consegui foi uma caliandra vermelha, um buxinho e uma acerola. O que você acha dessas plantas para um iniciante? Pretendo adquirir bougainvillea, azaléa e ulmus. O que me diz destas também? Com exceção da acerola e da azaléa, o restante são todas mudas provenientes do viveiro do IEF de minha cidade. Por enquanto são essas que consegui e posso conseguir no momento. Obrigado.

  25. Depende do seu clima, Edilson.
    Aqui em Cuiabá trabalhamos numa boa com todas essas espécies, menos com as azaléias que por aqui não vão muito bem.

    Dentre as que citou, a que mais se desenvolve em meu clima local é a acerola seguida pelo úlmus e primavera. Buxinho e caliandra também são muito bacanas, só tome cuidado com as podas em excesso.

  26. MARCELLA LUANA disse:

    Olá, estou precisando de ajuda urgente para meus bonsai, tenho dois e coloquei adubo NPK em excesso. Eles estava lindos, mas após colocar o adubo, suas folhas começaram a secar e cair, mas ainda tem folhas verdes. Como salva-los?

  27. Rege-os abundantemente, Marcela.
    Faça com que todo o adubo seja lavado do substrato. Depois, mantenha-os com a sua frequencia habitual de rega, para que se recuperem por conta própria.

    Se for de Cuiabá, procure-nos aos sábados, à partir das 14h no Cuiabá Lar Shopping.

    Um abraço!

  28. Igor disse:

    Olá Bruno, tudo bem? Então meu amigo estou como muitos aqui que perguntaram apenas começando, praticamente um óvulo fecundado se tratando de bonsais, mas já tão insignificantemente iniciante já me encantei por essas pequenas obras de arte! Sou de Santa Catarina, mais precisamente Blumenau e estou com um pé de Ipê a uns 9 meses mais ou menos plantado no meu terreno mas que seria usado para virar um Ipê de tamanho normal. Mas de um tempo pra cá vimos que ele após chegar no tamanho que está (uns 60 cm +-) ele simplesmente parou de crescer e a criar um pouco de ferrugem nas folhas que tbm não estão com uma cara muito boa, um pouco avermelhadas. Fui dar uma olhada pra ver o que era e abri um buraco onde a planta estava. Vi que o solo era terrivelmente compacto, quase como um cimento após uns 30 cm pra baixo. Tentei dar uma arrumada, aumentei mais o buraco, quebrando um bom pedaço da parte dura pra dar mais espaço para a planta. Tampei tudo com um solo que tirei de perto do meu limoeiro que já como não havia outro usei ele por ser melhor do que estava enterrado o Ipê. Dei uma geral nas raízes do Ipê , botei no buraco e tampei novamente. Incrivelmente ele deu uma melhorada aparentemente rápida e muito boa!Dai resolvi botar umas 2 colheres de café de fertilizante para dar uma ajuda a ela do qual nunca foi utilizado nela antes. Foi então que pensei em usá-la para fazer um bonsai. Já havia encomendado sementes de cerejeiras(estão para chegar) para fazer bonsais. Já que ali estava só torturando a planta , por que não deixá-la menor mas de uma saúde ótima, muito melhor do que estava antes. Mas é ai então que vem minha dúvida. O Ipê está com uns 60cm. Ele é em Y(sendo que a base do Y é um toco mais crosso e curto e nos braços “V” seriam uns subcaules). Bem na ponta dos subcaules começam uns troncozinhos e que dão lugar a outras com folhas. Por ser uma árvore da minha região, havia lido um tempo atrás que não faria mal, transplantá-la ou podá-la nesta época antes do começo da primavera como outras que precisam esperar o início da primavera.(aí já temos minha primeira pergunta. Esta afirmação seria correta?). Continuando… depois de ter decidido transformá-la em uma linda bonsai fui para a agropecuária mais próxima e comprei tudo que eu acho que irei precisar para todo o processo: arame(comprei galvanizado, fino mas MUITO duro.. teria algum problema por ser galvanizado?), vaso(retangular de uns 30cm comp x 6cm de altura x 15cm larg), rede para botar por cima dos furos para drenar a água, fertilizante para bonsai da vitaplan, uma terra de humus com minhóca que não vou usar pois depois que comprei que li que não era a melhor opção para bonsais. Minha idéia seria retirar a planta, limpar o fundo cortando as raízes até uma parte e deixar o topo com um pouco de terra. Cortar as folhas para dar uma ajuda para ela se recuperar e plantá-la no vaso. Ai começará minha outra dúvida: no começo pensei em fazer o vaso com o fundo de pedaços de tijolos moídos(2 camadas), logo depois areia(2 camadas) e por último terra preta. Mas como você falou ali em cima sobre os substratos dei uma mudada na opnião. O que você acha de eu botar a muda em um vaso com tudo de tijolo moído 60%, Dolomita 20% e terra preta 20%(ou menos pra terra e mais pro dolomita)? Bom por enquanto é isso. MILHÕES de desculpas quanto a quantidade do texto, mas é que foi obrigado pra você ter uma boa ideia da MINHA ideia. Infinitamente grato desde já. Qualquer coisa me add no msn. Me mande um email pelo email que registrei meu comentário que lhe mando o msn para nos falarmos. Abraço!

  29. O site existe exatamente para isso, Igor. Sinta-se a vontade.

    Pelo que ví com Ipês, o que a planta desenvolve de altura também costuma desenvolver em sua raiz principal (axial). Por isso penso que o seu Ipê aparentemente estava desnutrido e por isso, sem forças suficientes para esticar suas raízes e procurar por água. Um pouco de atenção e água com mais frequência revitaliza qualquer planta, mesmo em solo duro.

    As plantas são como nós. Com má alimentação ficamos desnutridos e mais receptíveis às doenças. Por isso a importância de uma boa alimentação/adubação.

    Quanto aos seus questionamentos:

    Existem muitas plantas para se fazer um bom bonsai. O Ipê é adequado para plantas de maior porte, pois sua copa é de dificil compactação, ficando normalmente rala. Além disso, as flores são mais frequentes nas extremidades dos galhos, que costumam ter um grande crescimento para só depois florir, deixando-o constantemente ser forma durante a floração.
    Por esses motivo, eu pessoalmente, acho mais viável você o manter no chão e dar preferência a outras espécies para a arte. Pelo menos nesse começo.

    Ficus Microcarpa, Boni e Natasha são plantas baratas e de rápido crescimento. São muito boas para se iniciar, pois tem boa cicatrização e boa brotação no caso dos famosos “crécks”. Lembre-se também que devido a sua boa recuperação, nem sempre um “créck” significa galho perdido. E caso quebre um galho, é possível que nasça outro no mesmo local ou bem próximo ao galho perdido. Evite o ficus benjamina, pois costuma pegar doença com facilidade.
    Para começar com outras espécias não tão comuns em viveiros, procure por Ulmus, Serissa. Caso goste de frutíferas, escolha amora, acerola ou pitanga.

    O arame mais indicado é o de alumínio japonês. Na falta dele, vá a uma casa especializada em rebobinagem de motores elétricos ou então lojas de conserto de máquinas de lavar roupa. Eles terão arames de alumínio aos montes para lhe vender. Novos ou usados. O kilo do arame novo custa mais ou menos uns R$ 50,00 e com umas 100 gramas da bitola 10 e mais 100 da bitola 16, você poderá fazer muitos bonsai, gastando cerca de R$ 10,00.

    Quanto ao substrato, tenha em mente que quanto mais bem espaçado for o substrato, melhor será o desenvolvimento das raízes. Nada adiantará fazer um substrato com cacos se você colocar terra preta ou ulmus junto deles, pois estes acabarão por “entupir” os espaçamentos criados pelos cacos. Por isso, o ideal é conseguir um material orgânico que também tenha boa gramatura e ao mesmo tempo retenha consideravelmente a umidade.
    Para o caco de telha, procure em materiais de construção e agropecuárias algumas peneiras de diâmetros diferenciados, bem como uma enxada e uma pá. Com as peneiras em mãos, procure o depósito de uma loja de telhas e tijolos e peça ao proprietário para coletar os cacos de telha do chão, normalmente feitos “naturalmente” pelos caminhões durante a carga e descarga dos materiais.
    No caso do material orgânico… O substrato agrícola é normalmente vendido em pacotes de 25 kilos em casas agropecuárias, num valor de R$ 22,00. A casca de pinus para substrato custa em torno de R$ 8,00 o pacote com dois quilos encontrado em viveiros e floriculturas. Dependendo do estado desses materiais, costumo passá-los numa peneira fina para descartar os pedaços menores.

    Sinta-se a vontade para fazer mais perguntas.

    GRANDE ABRAÇO!

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